|
|
que, a serem lembradas, os não deixariam cometer erros imperdoáveis.
Temos visto ortografar (e até pronunciar!!), _passeiando, passeiata,
ideiou, receiará, feichara_, etc., em vez de _passeando, passeata,
ideou, receará, fechara_, etc. É certo que a maioria dos leitores sabe
que, por motivo de a acentuação tónica se fazer nas tres pessoas do
singular e terceira do plural de todos os presentes dos verbos, como
_idear, recear, passear_, etc., únicamente nessas fórmas pessoais
aparece o ditongo _ei_ no radical: _passeio, passeias, passeia,
passeamos, passeais, passeiam_;--passeava, passeavas_, etc.;--_passeei,
passeaste_, etc.;--_passearei, passearás_, etc.;--_passearia_,
etc.;--_passeia tu, passeie ele, passeemos nós, passeai vós, passeiem
eles;--que eu passeie, que tu passeies, que ele passeie, que nós
passeemos, que vós passeeis, que eles passeiem;--passear, passeando,
passeado_. O radical português é _passe-_.
É claro que tratar de assuntos como êste não é objecto de uma símplez
circular. E se o leitor houver notado que usámos nela de modos de
ortografar para que não encontra explicação nos princípos que ficam
estabelecidos, atribua o facto a não caber a explicação suficiente nos
princípios jerais. Cremos que as bases, como ficam postas, constituem
método sem contradições:--se o Congresso fôr até suprimir (como julgamos
que deve suprimir) as letras consoantes inúteis nos nomes próprios e nos
de família, assinaremos sem dobrar as consoantes _nn, ll_ dos nossos
nomes.
Não nos preocupa uma idea preconcebida. Não nos domina um subjectivismo
apaixonado. Desejamos que no país todo se una para discutir de boa fé
quem tiver estudado o problema, e que êste se resolva estabelecendo-se
ORTOGRAFIA PORTUGUESA.
+ALGUNS OUTROS TRABALHOS PUBLICADOS PELOS MESMOS AUTORES+
POR A. R. GONÇALVES VIANNA
Estudos Glottologicos: Graphica e Phonetica. O livro da Escripta do
Professor Faulmann.--Porto, 1881.
Essai de Phonétique et de Phonologie de la Langue Portugaise d'après le
dialecte de Lisbonne.--Paris, 1883.
Études de Grammaire Portugaise.--Louvain, 1884.
Mágoas de Werther (romance de J. W. von Goethe trasladado a
português).--Paris, 1885.
POR G. DE VASCONCELLOS ABREU
Questions Védiques.--Paris, 1877.
Sobre a Séde originaria da Gente Árica.--Coimbra, 1878.
Investigação sobre o caracter da Civilisacão Árya-hindu.--Lisboa, 1878.
Importância capital do sãoskrito como base da Glottologia árica e da
Glottologia árica no ensino superior das lettras e da historia.--Lisboa,
1878.
Contribuições mythologicas.
Grammatica da língua sãoskrita: Phonologia.--Lisboa, 1879.
Fragmentos de uma tentativa de Estudo Scoliastico da Epopea Portugueza
(publicados pelo 3.º Centenário de Camões; a 2.ª parte dêste trabalho
foi traduzida em inglês pelo sr. Donald Fergusson, com o título
«Buddhist Legends from Fragmentos ... by G. de Vasconcellos Abreu.
Translated with additional notes. Ceylon).--1880.--1884.
O Reconhecimento de Chakuntalá (texto devanágrico e tradução portuguesa
do Acto I do célebre drama de Xacuntalá do poeta Calidaça, segundo a
recensão Bengali).--Lisboa, 1878.
Manual para o Estudo do Sãoskrito clássico. Tomo I, Resumo
Grammatical.--Lisboa, 1881-1882.
De l'Origine probable des Toukhâres et leurs migrations à travers
l'Asie.--Louvain. Lisbonne. (Memória acerca da orijem dos Teucros,
apresentada ao Congresso antropolójico de Lisboa em 1880).
A literatura e a relijião dos Árias na índia. Primeira Parte.--Paris,
1885.
END OF BOOK
|